Distrito Federal lidera rendimento domiciliar per capita em 2024, com R$ 3.444

O Distrito Federal (DF) e nove estados brasileiros registraram, em 2024, rendimento médio domiciliar por pessoa acima da média nacional, que foi de R$ 2.069. O DF lidera o ranking com R$ 3.444, valor 66% superior à média do país. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
Na outra ponta, o Maranhão apresentou o menor rendimento domiciliar por pessoa, com R$ 1.077. A diferença entre o DF e o Maranhão é de 3,19 vezes, evidenciando a disparidade econômica entre as unidades federativas. A liderança do DF é atribuída à grande concentração de servidores públicos na capital federal, que recebem remunerações superiores à média do setor privado.
Por que o Distrito Federal tem a maior renda per capita?
O DF se destaca devido à alta concentração de servidores públicos, que recebem salários acima da média nacional. Além disso, a capital federal atrai empresas de tecnologia e serviços especializados, elevando a renda média da população. Outro fator é o baixo número de habitantes em comparação com estados como São Paulo, o que distribui melhor a riqueza.
Serviço público e tecnologia: Os pilares da renda recorde no DF
Dados oficiais por estado (IBGE, 2024):
Estado | Renda per capita (2024) | Variação (2022→2024) | Fonte IBGE |
---|---|---|---|
Distrito Federal | R$ 3.444 | +3,2% | Ver dados |
Maranhão | R$ 1.077 | -1,1% | Ver dados |
São Paulo em segundo lugar
O estado mais populoso do Brasil, São Paulo, ocupa a segunda posição no ranking, com rendimento domiciliar per capita de R$ 2.662. O rendimento é calculado com base na relação entre o total de rendimentos domiciliares (incluindo salários, aposentadorias e benefícios governamentais) e o número de moradores.
A Pobreza no Nordeste e Suas Consequências
O Maranhão é o estado com a menor renda média por pessoa no Brasil, apenas R$ 1.077 por mês. Enquanto isso, o Distrito Federal tem uma renda quase três vezes maior. Essa diferença mostra como a desigualdade ainda é grande no país, especialmente no Nordeste, onde muitos estados enfrentam dificuldades para melhorar a economia e a qualidade de vida da população.
Apesar dos desafios, o comércio, os serviços e os programas sociais têm ajudado a região a avançar aos poucos. Programas como o Bolsa Família, por exemplo, são essenciais para muitas famílias que dependem desse dinheiro para comprar comida, pagar contas e cuidar da saúde.
Diferença entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste: O que explica a desigualdade?
Enquanto o Sul e o Sudeste têm economias diversificadas (indústria, agronegócio, tecnologia), o Norte e o Nordeste ainda dependem muito de setores como agricultura de subsistência e serviços pouco qualificados. Além disso, a falta de infraestrutura e investimentos privados nessas regiões dificulta o crescimento da renda.
Análise das Tendências (2019-2024)
Desde 2019, o DF mantém a liderança, com crescimento acumulado de 18% no rendimento per capita. Em contraste, o Maranhão teve variação negativa de 2,3% no período, agravada pela redução de investimentos em infraestrutura. Conforme relatório do IBGE (2024), a falta de diversificação econômica no Norte/Nordeste explica o baixo crescimento. Enquanto o DF tem 23% do PIB em serviços tecnológicos, o Maranhão tem menos de 5%.
Como o IBGE calcula o rendimento domiciliar per capita?
O cálculo é feito somando todos os rendimentos de um domicílio (salários, aposentadorias, benefícios sociais, aluguéis etc.) e dividindo pelo número de moradores. Isso inclui crianças e idosos, o que explica por que estados com mais famílias numerosas tendem a ter renda per capita menor.
Evolução do Rendimento Per Capita (2019-2024) |
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Estado | Rendimento 2019 (R$) | Rendimento 2024 (R$) | Crescimento (%) | Nota |
---|---|---|---|---|
Distrito Federal | 2.918 | 3.444 | +18% | Líder absoluto |
São Paulo | 2.310 | 2.662 | +15% | 2º lugar |
Maranhão | 1.102 | 1.077 | -2,3% | Único com queda |
Média Nacional | 1.853 | 2.069 | +12% | — |
Bolsa Família e Auxílio Brasil: Eles ajudam a melhorar a renda per capita?
Sim, mas com limites. Embora esses programas reduzam a pobreza extrema, eles não elevam significativamente a renda per capita porque são valores baixos (em torno de R$ 600 por família). Para mudar de fato o cenário, seriam necessários mais empregos formais e políticas de desenvolvimento regional.
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Estados com rendimento abaixo de R$ 1.500 apresentam taxas de mortalidade infantil 40% superiores à média nacional, segundo a Fiocruz. O acesso a universidades públicas também é 5 vezes menor nesses locais.
Desempenho regional
As dez unidades da federação com rendimento acima da média nacional estão localizadas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Minas Gerais, que em 2023 estava acima da média, não se manteve nessa posição em 2024. A divulgação desses dados atende à Lei Complementar 143/2013, que define os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). As informações são coletadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e repassadas ao Tribunal de Contas da União (TCU).
É possível um estado pobre alcançar os mais ricos?
Historicamente, mudanças assim levam décadas. Exemplos como o Ceará mostram que investimentos em educação e atração de indústrias podem melhorar a renda, mas o crescimento é lento. Já o Maranhão, sem políticas consistentes, continua estagnado.

Ranking do rendimento domiciliar mensal per capita (2024):
- Distrito Federal: R$ 3.444
- São Paulo: R$ 2.662
- Rio Grande do Sul: R$ 2.608
- Santa Catarina: R$ 2.601
- Rio de Janeiro: R$ 2.490
- Paraná: R$ 2.482
- Mato Grosso: R$ 2.276
- Mato Grosso do Sul: R$ 2.169
- Espírito Santo: R$ 2.111
- Goiás: R$ 2.098
- Minas Gerais: R$ 2.001
- Tocantins: R$ 1.737
- Rondônia: R$ 1.717
- Rio Grande do Norte: R$ 1.616
- Roraima: R$ 1.538
- Amapá: R$ 1.514
- Sergipe: R$ 1.473
- Pernambuco: R$ 1.453
- Paraíba: R$ 1.401
- Bahia: R$ 1.366
- Piauí: R$ 1.350
- Pará: R$ 1.344
- Alagoas: R$ 1.331
- Acre: R$ 1.271
- Amazonas: R$ 1.238
- Ceará: R$ 1.225
- Maranhão: R$ 1.077

Outros estados:
Média nacional: R$ 2.069.
Renda alta não significa vida mais barata: O caso do DF e SP
Apesar de terem as maiores rendas, o custo de vida no DF e em São Paulo é muito alto. Aluguel, transporte e alimentação consomem grande parte do orçamento, o que significa que, na prática, o poder de compra pode não ser tão superior ao de estados com renda menor, mas custos mais baixos.
Como a Baixa Renda Afeta a Vida das Pessoas
Quando a renda é baixa, as famílias têm menos condições de comprar coisas básicas, como roupas, remédios e material escolar. Isso faz com que o comércio local cresça menos, já que as pessoas não têm dinheiro para gastar. Além disso, muitos jovens e profissionais qualificados acabam saindo do estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões, o que dificulta o desenvolvimento da economia local.
A falta de empregos bem remunerados também aumenta a informalidade, com muitas pessoas trabalhando sem carteira assinada e sem direitos trabalhistas. Sem investimentos privados, fica difícil criar empregos melhores, e o ciclo de pobreza continua.
Outro problema é a sobrecarga nos serviços públicos. Com menos dinheiro, as famílias não podem pagar por escolas particulares, planos de saúde ou segurança privada, dependendo totalmente do SUS, das escolas públicas e da polícia, que já estão sobrecarregados.
FAQ - Perguntas Frequentes
Encontre respostas detalhadas para as dúvidas mais frequentes sobre o rendimento domiciliar per capita em 2024.

Conclusão
Os dados sobre o rendimento domiciliar per capita em 2024 mostram uma realidade marcada por grandes desigualdades regionais. Enquanto o Distrito Federal lidera com um rendimento médio de R$ 3.444, estados como o Maranhão enfrentam dificuldades econômicas, com apenas R$ 1.077 por pessoa. Essa disparidade reforça a necessidade de políticas públicas eficazes para promover o desenvolvimento equilibrado em todas as regiões do país. A análise dos dados do IBGE não apenas evidencia os desafios, mas também oferece uma base sólida para a tomada de decisões que visam melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros.
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